Pensamento do dia...

"Continua a bater à porta e, a alegria que há dentro de ti, acabará por abrir uma janela e espreitar para ver quem é." (Emily Dickinson)
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domingo, 3 de abril de 2016

Trova do Vento que Passa



Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
o vento nada me diz.

La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la, [Refrão]
La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la. [Bis]

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

[Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

domingo, 6 de dezembro de 2015

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Visão surrealista de Magrit

Zé Luís 

Hoje ao ler a tua recolha de textos do Pessoa fizeste-me sentir tal como na música, esse magnânimo e delicioso deleite do sétimo céu da linguagem universal, que eleva o coração, jubila os cadinhos da emoção e da inteligência em favor da Humanidade. 

Sabemos que a prosa poética só a beija quem por ela deseja ser beijado e hoje tudo isso me pareceu. OBRIGADO. 

Como bem sabes a Arte exige uma liturgia, um ritual, que se prende com a fonte da dádiva e a aproximação ao seu semelhante. 

A Arte da linguagem escrita atravessa o patamar mais sensível do nosso pensar tal como a pomba de Picasso na Guernica, torna-se visível em traços contínuos e descontínuos, denuncia, faz apelo, grita, e mostra a dor de milhões e o prazer de outros. 

Foi muito interessante associares os problemas que o nosso Planeta está a passar sobre o excesso da temperatura e as consequências para o futuro dos nossos filhos e netos e a poesia de Pessoa na figura de Álvaro Campos. 

Bem Hajas 

Dez/2015

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Jardim...

Não compra
pessoas
nem plantas
e tem
a casa cheia.



Maria José Meireles

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

sábado, 23 de novembro de 2013

Se alguém souber quem é, agradeço

Na semana romana de 2013, deambulava pelas ruas onde se passavam os eventos da cidade de Braga, e dou com esta menina e os seus cisnes amestrados a preparar-los para o espectáculo.

Fiz meia dúzia de fotos, e solicitou-me se as podia enviar.

Não me fiz rogado e dei-lhe o número do tlm para ela me enviar o e-mail.

Até à data d´hoje nada sei. Se houver alguém que a conheça, dê-lhe o lamiré e logo, que tenha tempo e disponibilidade envio as fotos.

São algumas, umas melhores outras assim assim...
Abraço e BFSemana
para todos que visitam e convivem com Fragmentos de Bondade

Ajovê

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

HACHI

São olhares como este, que me deixam a pensar...

Hachi é o nome de um cão, o oitavo do nascimento, número considerado da sorte e da felicidade no Japão. Foi comprado e enviado para a América. Pelo caminho extraviou-se. O cão como era de uma linhagem com mais de 4.000 anos, conseguiu abrir a casota onde vinha e começou a deambular pelas ruas da cidade, até escolher um dono.
À saída da estação de comboios ia a passar um professor de música do conservatório da cidade, e o cão não mais o largou. Tentou dissuadi-lo a procurar outro dono, até que junto do chefe da estação pediu-lhe que tomasse conta dele. Como ele recusou viu-se na contingência de o levar para casa.
Sabendo que a esposa tinha no passado recente, por uma enorme tristeza com o desaparecimento do cão de casa, meteu-o (sem nada lhe dizer), na garagem num caixote de papelão. Naturalmente o cão como era de uma inteligência acima da média, a meia da noite já se encontrava no quarto do casal. A esposa quando se levantou para ir à casa de banho, teve um grande susto ao ver o inocente cão todo rim pimpão ir na sua direcção. O marido tentou acalma-la, sem contudo a dissuadir de não aceitar o cão em casa.
Foi quando a filha visitava os pais, a mãe observando da janela pai e filha divertidíssimos com o cão, acabou por aceitá-lo. Todos os dias o cão acompanhava o novo dono até à estação dos comboios e depois deambulava pela cidade. Toda a gente o conhecia e um minuto antes de o combóio chegar, já o Hachi estava filado à porta da estação dos comboios, à espera do dono.
Um dia o Hachi entregou uma bola de ténis com que brincava ao dono. Ele ficou admirado, porque normalmente o cão nunca se interessava em a entregar. Nesse dia o Hachi teimou várias vezes com o dono para atirar com a bola e ele trazia-a, o que o deixou admirado. Quando se encontrava a trabalhar com os seus alunos contou-lhes o facto, logo depois sentou-se ao lado de um deles, olhou para ele, e pouco tempo depois morreu.
O Hachi até morrer fizesse calor ou caísse neve, não deixou de à hora certa procurar o dono na estação. A população local tentou vezes sem conta demovê-lo de continuar à espera do dono, mas nunca saiu do local de espera durante quase vinte anos, onde veio a morreu em frente à estação dos comboios coberto de neve. Até parece que estou a vê-lo sonhar com a imagem do dono, dar os últimos suspiros no ano de 1934, e despedir-se do mundo dos vivos. Não escondo que as lágrimas vermelhas de tristeza, profundas e densas deslizarem pelo meu rosto, ao escrever a história comovente do Hachi.
A população local perante o sentimento de persistência, abnegação e amor do cão pelo dono, acabou por angariar dinheiro e perpectuar a história do Hachi, erguendo uma estátua de bronze em frente da estação dos comboios e na sua cidade natal, Sichuva, Japão.
Porque reescrevi a história do Hachi? Tudo começou num dia em que deambulava e fotografava por montes e vales do Verde e do Minho, me deparei com uma cadela abandonada. Ela olhava para mim com um ar tão carente, esfomeada, cheia de desilusões e enganos, que tentei de todas as maneiras e formas para vir comigo. Ainda hoje me interrogo vezes sem conta, por que razão a cadela rejeitou ajuda, e esperar serenamente a morte. 2013-11-14
NOTA: A ortografia está de acordo com a história do meu passado.

ajoVê

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Homenagem a todos que estão longe e...

Arte eterna


Ninfa ou musa, efeito magnético da química da Arte para o sentir, para o viver na cidade e no campo?
Desabafo em trânsito…
Não sei pintar as cores da Vida, mas pintei vezes sem conta a colcha do Sonho, que me alimenta os parágrafos da existência. Não sei compor temas musicais do universo, mas não estou longe do coração das artes e dos voos da imaginação do Homem do passado/presente.

ajoVê