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sexta-feira, 11 de junho de 2021
sábado, 16 de janeiro de 2021
sexta-feira, 15 de janeiro de 2021
Soneto presente
Não me digam mais nada senão morro
aqui neste lugar dentro de mim
a terra de onde venho é onde moro
o lugar de que sou é estar aqui.
Não me digam mais nada senão falo
e eu não posso dizer eu estou de pé.
De pé como um poeta ou um cavalo
de pé como quem deve estar quem é.
Aqui ninguém me diz quando me vendo
a não ser os que eu amo os que eu entendo
os que podem ser tanto como eu.
Aqui ninguém me põe a pata em cima
porque é de baixo que me vem acima
a força do lugar que fôr o meu
José Carlos Ary dos Santos
aqui neste lugar dentro de mim
a terra de onde venho é onde moro
o lugar de que sou é estar aqui.
Não me digam mais nada senão falo
e eu não posso dizer eu estou de pé.
De pé como um poeta ou um cavalo
de pé como quem deve estar quem é.
Aqui ninguém me diz quando me vendo
a não ser os que eu amo os que eu entendo
os que podem ser tanto como eu.
Aqui ninguém me põe a pata em cima
porque é de baixo que me vem acima
a força do lugar que fôr o meu
José Carlos Ary dos Santos
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Belinha Miranda
segunda-feira, 21 de setembro de 2020
Conselho
![]() |
| VAN GOGH, Cesto e Seis Maçãs (1887) |
Sê paciente;
espera que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.
Eugénio de Andrade
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.
Eugénio de Andrade
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Van Gogh
quinta-feira, 17 de setembro de 2020
Miniatura
Pois eu gosto de crianças!
Já fui criança, também…
Já fui criança, também…
Não me lembro de o ter sido;
Mas só ver reproduzido
O que fui, sabe-me bem.
Mas só ver reproduzido
O que fui, sabe-me bem.
É como se de repente
A minha imagem mudasse
No cristal duma nascente,
E tudo o que sou voltasse
À pureza da semente.
Miguel Torga
Diário VIII , 1957
A minha imagem mudasse
No cristal duma nascente,
E tudo o que sou voltasse
À pureza da semente.
Miguel Torga
Diário VIII , 1957
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Miguel Torga
terça-feira, 21 de julho de 2020
O poema

O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê
O poema alguém o dirá
Às searas
Sua passagem se confundirá
Com o rumor do mar com o passar do vento
O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento
No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas
(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)
Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas
E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen,
Livro Sexto
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Sophia de Mello Breyner Andresen
quinta-feira, 25 de julho de 2019
sexta-feira, 19 de julho de 2019
domingo, 14 de julho de 2019
Pensamento do dia...
Que Deus nos tire a cegueira para que cada um de nós possa experimentar um pouquinho de céu já nesta terra.
Belinha Miranda
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