Mostrar mensagens com a etiqueta Mary. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mary. Mostrar todas as mensagens

sábado, 14 de dezembro de 2013

Pensamento do dia...

Quem não tem jardins por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles...

Rubem Alves

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Flashpoint: Kim Taylor - I Am You


Não tenhas nada na mãos



Não tenhas nada nas mãos
Nem uma memória na alma,

Que quando te puserem
Nas mãos o óbolo último,

Ao abrirem-te as mãos
Nada te cairá.

Que trono te querem dar
Que Átropos to não tire?

Que louros que não fanem
Nos arbítrios de Minos?

Que horas que te não tornem
Da estatura da sombra

Que serás quando fores
Na noite e ao fim da estrada.

Colhe as flores mas larga-as,
Das mãos mal as olhaste.

Senta-te ao sol. Abdica
E sê rei de ti próprio.

Ricardo Reis

sábado, 5 de maio de 2012

A vida é muito bonita, basta um beijo e a delicada engrenagem movimenta-se, uma necessidade cósmica nos protege.

Adélia Prado

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Poema alegria

Alegria

De passadas tristezas, desenganos
amarguras colhidas em trinta anos,
de velhas ilusões,
de pequenas traições
que achei no meu caminho...,
de cada injusto mal, de cada espinho
que me deixou no peito a nódoa escura
duma nova amargura...

De cada crueldade
que pôs de luto a minha mocidade...
De cada injusta pena
que um dia envenenou e ainda envenena
a minha alma que foi tranquila e forte...
De cada morte
que anda a viver comigo, a minha vida,
de cada cicatriz,
eu fiz
nem tristeza, nem dor, nem nostalgia
mas heróica alegria.

Alegria sem causa, alegria animal
que nenhum mal
pode vencer.
Doido prazer
de respirar!
Volúpia de encontrar
a terra honesta sob os pés descalços.

Prazer de abandonar os gestos falsos,
prazer de regressar,
de respirar
honestamente e sem caprichos,
como as ervas e os bichos.
Alegria voluptuosa de trincar frutos
e de cheirar rosas.

Alegria brutal e primitiva
de estar viva,
feliz ou infeliz
mas bem presa à raiz.

Volúpia de sentir na minha mão,
a côdea do meu pão.
Volúpia de sentir-me ágil e forte
e de saber enfim que só a morte
é triste e sem remédio.
Prazer de renegar e de destruir o tédio,

Esse estranho cilício,
e de entregar-me à vida como a um vício.

Alegria!
Alegria!
Volúpia de sentir-me em cada dia
mais cansada, mais triste, mais dorida
mas cada vez mais agarrada à Vida!

Fernanda de Castro, in "D'Aquém e D'Além Alma"

sexta-feira, 13 de abril de 2012

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

domingo, 25 de setembro de 2011

Anseio

Vincent van Gogh pintava as árvores tão grandes que elas iam além das estrelas. As estrelas eram pequenas, o Sol e a Lua eram pequenos e as àrvores eram imensas... Alguém perguntou a ele: "Você é maluco? Por que nunca pára de pintar as árvores tão grandes? A estrela mais longínqua fica a milhões de anos-luz e as suas árvores sempre vão além das estrelas! Que maluquice é essa?"

E Van Gogh riu e disse: "Eu sei! Mas sei de outra coisa também, da qual você não se dá conta. As árvores são os anseios da terra para transcender as estrelas. Eu estou pintando os anseios, não as árvores. Estou mais preocupado com a fonte, não com o objetivo. É irrelevante se elas alcançam as estrelas ou não. Eu pertenço a terra e compreendo o anseio da terra. Esse é o anseio da terra expresso através das árvores - ir além das estrelas."

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Pensamento do dia...

Enquanto houver um louco, um poeta e um amante haverá sonho, amor e fantasia. E enquanto houver sonho, amor e fantasia, haverá esperança.

William Shakespeare

sábado, 23 de julho de 2011

Relax

Caminhar
por entre malquereres.
Avistar
uma montanha.
Correr
sentir a brisa.
Subir
tocar no céu.
Serenar
e ouvir esta música:



Mary

quarta-feira, 13 de julho de 2011

terça-feira, 14 de junho de 2011

domingo, 29 de maio de 2011

Tinha…

Fome,
Comeu.
Sede,
Bebeu.
Solidão,
Ficou.
Ouvidos,
Ouviu.
Voz,
Mentiu!
Alma,
Chorou!

Não me convenceu! que pena......

Mary