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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Palavras com vento

As vezes que abres a sala do teu sorriso
O mar fica oceano e eu toco uma melodia no Piano

Sebastião Alba

(Especialmente para a Hélia)

sábado, 4 de janeiro de 2014

Sem abrigo...


Um vento
muito forte
levou-me
o telhado da casa
mas ninguém veio acudir
a casa acabou por ruir
e agora sou sem abrigo.

Maria José Meireles

terça-feira, 28 de agosto de 2012

UM POETA NÃO SE PEGA (Sebastião Alba) - Parte 2


(Um Homem com um sorriso de ouro (oiro) de quem todos, os que passavam pela Rua do Souto, se lembram.)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

há poetas com musa. Muitos.

Há poetas com musa. Muitos.
Eu, neste jardim do Éden,
a cargo do município,
onde um velho destece a sua vida
e, baixando o olhar,
ainda lhe afaga a trama,
quando a poesia se afoita,
amuo
na agrura de, ao acordar,
tê-la sonhado.

SEBASTIÃO ALBA

fim de poema

Para que nem tudo vos seja sonegado,
cultivai a surdina.
Eu fico em surdina.
Em surdina aparo
os utensílios,
em surdina me preparo
para morrer.
Amo, chut!, em surdina;
a minha vida,
nesga entre dois ponteiros, fecha-se
em surdina.

SEBASTIÃO ALBA

Intifada...



Hoje, meu amor,
sentava-me contigo
no chão da Rua do Souto
e fazia-te belas declarações
e fazias-me belas declarações
ao som do cair das moedas
oferecidas pela ignorância
hoje seríamos felizes
quando nos recolhêssemos
ao som de outros sons
menos ignorados.

Maria José Meireles

terça-feira, 28 de junho de 2011

NINGUÉM MEU AMOR



Ninguém meu amor
ninguém como nós conhece o sol
Podem utilizá-lo nos espelhos
apagar com ele
os barcos de papel dos nossos lagos
podem obrigá-lo a parar
à entrada das casas mais baixas
podem ainda fazer
com que a noite gravite
hoje do mesmo lado
Mas ninguém meu amor
ninguém como nós conhece o sol
Até que o sol degole
o horizonte em que um a um
nos deitam
vendando-nos os olhos.

SEBASTIÃO ALBA - O Poema