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quarta-feira, 9 de março de 2022

Maravilhoso Jardim...

Entre
Patch Adams 
e Vladimir Putin
qual
Caim e Abel
saibam as Mães,
grávidas de esperança,
semear a justiça
e a paz
no seio
de todas as guerras.



Maria José Meireles

sexta-feira, 17 de abril de 2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Outro lado...












Hoje
agradeço
por existires
nesse outro lado
da Vida.


(Especialmente para o Paulo)

Maria José Meireles

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Pensamento do dia...

Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela. Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...Mas sê o melhor no que quer que sejas.

Pablo Neruda

segunda-feira, 14 de abril de 2014

sábado, 1 de fevereiro de 2014

domingo, 29 de dezembro de 2013

domingo, 1 de setembro de 2013

Pensamento do dia...

A normalidade é uma ilusão. O que é normal para uma aranha é um caos para a borboleta.

Morticia Addams

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

quinta-feira, 25 de julho de 2013

domingo, 21 de julho de 2013

Com África no peito

E vamos andando
com África no peito

Já passaram três décadas
e há 7200 quilómetros de distância
mas não perdemos o jeito
...
Basta um merengue, um funaná,
uma morna, uma coladera

Basta um cheiro tropical
caju fresco, manga, mamão
óleo de dendém, jindungo

E lá vem África de novo

A África que nos entrou
pelos cinco sentidos
pelos sete buracos
da nossa cabeça

Pelo cheiro a terra molhada
pelo som da batucada
pelo sabor da muambada

Pela visão desse pôr-do-sol avermelhado
que não há em mais nenhum lado

E pelo meu olhar que segue
a tua pele negra de ébano

Por muita Europa que nos cerque
Há uma África que vive
e resiste
dentro de nós

Nicolau Santos
in Aroma de pitangas num país que não existe

Bilhete de identidade

Nasci branco de segunda
Calcinhas ou kaluanda
Nasci com os pés no mar
em São Paulo de Loanda

Brinquei de pé descalço
Em poças de águas castanhas
Tive lagartas da caça
Não escapei às matacanhas

Comi manga sape-sape
Fruta-pinha tamarindo
Mamão a gente roubava
No quintal do velho Zindo

Pirolito que pega nos dentes
Baleizão, paracuca
E carrinhos de rolamentos
Numa corrida maluca

Tinha o Gelo, tinha a Biker
Miramar e Colonial
O Ferrovia, o Marítimo
Chás dançantes no Tropical

O N'Gola era só ritmo
O Liceu uma lenda
Kimuezo e Teta Lando
E os Ases do Prenda

Havia velhas que fumavam
E velhos com ar de sábio
Enquanto novas músicas
Se insinuavam na rádio

"E a cidade é linda
É de bem querer
A minha cidade é linda
Hei-de amá-la até morrer"

Quem não estudou no Salvador?
Quem não se lembra do Videira?
E das garinas de bata branca
Nossas colegas de carteira?

Depois havia o Kinaxixe
Futebol era nos Coqueiros
Havia praias, um mar quente
Savanas imensas, imbondeiros

E havia o som do vento
O cheiro da terra molhada
As chuvas arrasadoras
O fogo das queimadas

E havia todos os loucos
Do progresso e da guerra
A Joana Maluca, o Gasparito
A desgraça daquela terra

Nasci branco de segunda
Calcinha ou kaluanda
Nasci com os pés no mar
Em São Paulo de Loanda

Nicolau Santos
in Jacarandá e Mulemba

domingo, 30 de junho de 2013

sexta-feira, 21 de junho de 2013

sábado, 6 de abril de 2013

Pensamento do dia...

Toda a explicação lúcida me convenceu sempre, toda a delicadeza me conquistou, toda a felicidade me tornou moderado. E nunca prestei muita atenção às pessoas bem intencionadas que dizem que a felicidade excita, que a liberdade enfraquece e que a humanidade corrompe aqueles sobre quem é exercida.

Marguerite Yourcenr (in: Memórias de Adriano)