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segunda-feira, 24 de março de 2014

O VENTO E O TEMPO

A mesma brisa que apaga uma vela, vai atear o dormente braseiro. É assim que o tempo, matando pequenos afectos, é capaz de incendiar latentes amores.

Olímpio A. Alegre Pinto
Sem Tempo

terça-feira, 11 de março de 2014

PAIXÃO

De todas as Paixões, só quatro são o Alfa e o Omega!
- Mulher.
- Natureza.
- Música.
- Combate.

Olímpio A. Alegre Pinto
No Tempo

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

VIRTUDE

- A Bravura, está no sangue!

- A Coragem, no pensamento!

- A Audácia, no sentimento!

- O Valor, no Coração!

Todas as teorias da virtude são válidas! - Mas só serão boas aquelas que forem praticadas!

Olímpio A. Alegre Pinto
Sem Tempo.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

SETE SENTIDOS

Dos cinco sentidos, a vista, é o mais real!; a audição, o mais emocional!; o olfato, o mais sensual!; o paladar, o mais irracional!; o tacto, o mais intencional!
- O sexto, o mais racional !
- O sétimo, é puramente ético, estético, e sentimental ! ...
- E o mais transcendental !

Olímpio A. Alegre Pinto

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

VIVER

Os cinco sentidos fazem-nos sobreviver.
- O sexto, faz-nos perceber!
- Só o sétimo nos faz Viver!

Olímpio A. Alegre Pinto
Sem Tempo.

sábado, 25 de janeiro de 2014

SÓ... !!!

- Quando tiveres incendiado a última árvore!...
- Quando tiveres envenenado o último rio!...
- Quando tiveres assassinado o último animal!...
- Quando estiveres à boca do suicídio!...
- Só então!!!
- Entenderás que o dinheiro não serve para comer!

(Escrito numa vala, em Múrcia - (modificado))

O.A.A.P.

domingo, 29 de dezembro de 2013

BEIJO

Um Furacão de vontade...

Mil gotas de chuva quente...


Molham teu corpo dourado...

Saciam tua sede ardente...


Roubam teu sonho acordado...

Queimam tua boca candente!


Beijam uma Alma carente!



Olímpio Alegre Pinto

PARADOXO

Porque o Tempo é Eterno, apenas duas coisas são irrepetíveis - o passado e a morte.

O.A.A.P.
No Tempo.

FADO

Saudade...

Não é fado!
Não é tristeza!
sa
É alegria!

É um sabor de melancolia...

É da Alma uma beleza!

E do Espírito valentia!


O.A.A.P.
2013

domingo, 15 de dezembro de 2013

Far-se-ia melhor, se, em vez de imagens feéricas, discursos palavróticos, e votos, fosse oferecido aos cegos Música, aos surdos as cores do Arco-Iris, e aos políticos a Cartilha Maternal e a tabuada do dois.

O.A.A.P.

sábado, 23 de novembro de 2013

O Bem e o Mal

O Bem e o Mal são sempre subjectivos... e variam, espuriamente, com o tempo, com o lugar... e com os interesses, individuais ou colectivos.

A Justiça, não! - Mas apenas, e só!, no julgamento das crianças!

O.A.A.P.
Sem Tempo.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Redacção – Declaração de Amor à Língua Portuguesa

«Tempo de exames no secundário, os meus netos pedem-me ajuda para estudar português. Divertimo-nos imenso, confesso. E eu acabei por escrever a redacção que eles gostariam de escrever. As palavras são minhas, mas as ideias são todas deles. Aqui ficam, e espero que vocês também se divirtam. E depois de rirmos espero que nós, adultos, façamos alguma coisa para libertar as crianças disto.
Redacção – Declaração de Amor à Língua Portuguesa
Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia “ele está em casa”, ”em casa” era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito.”O Quim está na retrete” : “na retrete” é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos “ela é bonita”. Bonita é uma característica dela, mas “na retrete” é característica dele? Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.
No ano passado havia complementos circunstanciais de tempo, modo, lugar etc., conforme se precisava. Mas agora desapareceram e só há o desgraçado de um “complemento oblíquo”. Julgávamos que era o simplex a funcionar: Pronto, é tudo “complemento oblíquo”, já está. Simples, não é? Mas qual, não há simplex nenhum,o que há é um complicómetro a complicar tudo de uma ponta a outra: há por exemplo verbos transitivos directos e indirectos, ou directos e indirectos ao mesmo tempo, há verbos de estado e verbos de evento,e os verbos de evento podem ser instantâneos ou prolongados, almoçar por exemplo é um verbo de evento prolongado (um bom almoço deve ter aperitivos, vários pratos e muitas sobremesas). E há verbos epistémicos, perceptivos, psicológicos e outros, há o tema e o rema, e deve haver coerência e relevância do tema com o rema; há o determinante e o modificador, o determinante possessivo pode ocorrer no modificador apositivo e as locuções coordenativas podem ocorrer em locuções contínuas correlativas. Estão a ver? E isto é só o princípio. Se eu disser: Algumas árvores secaram, ”algumas” é um quantificativo existencial, e a progressão temática de um texto pode ocorrer pela conversão do rema em tema do enunciado seguinte e assim sucessivamente.
No ano passado se disséssemos “O Zé não foi ao Porto”, era uma frase declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e o enunciado é de polaridade negativa.
No ano passado, se disséssemos “A rapariga entrou em casa. Abriu a janela”, o sujeito de “abriu a janela” era ela,subentendido. Agora o sujeito é nulo. Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga? Evaporou-se no espaço?
A professora também anda aflita. Pelo vistos no ano passado ensinou coisas erradas, mas não foi culpa dela se agora mudaram tudo, embora a autora da gramática deste ano seja a mesma que fez a gramática do ano passado. Mas quem faz as gramáticas pode dizer ou desdizer o que quiser, quem chumba nos exames somos nós. É uma chatice. Ainda só estou no sétimo ano, sou bom aluno em tudo excepto em português,que odeio, vou ser cientista e astronauta, e tenho de gramar até ao 12º estas coisas que me recuso a aprender, porque as acho demasiado parvas. Por exemplo,o que acham de adjectivalização deverbal e deadjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia, holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica, discurso e interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatatexto, prototexto, macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas conversacionais? Pois vou ter de decorar um dicionário inteirinho de palavrões assim. Palavrões por palavrões, eu sei dos bons, dos que ajudam a cuspir a raiva. Mas estes palavrões só são para esquecer, dão um trabalhão e depois não servem para nada, é sempre a mesma tralha, para não dizer outra palavra (a começar por t, com 6 letras e a acabar em “ampa”, isso mesmo, claro.)
Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa. Mesmo sem querer, às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas flores no jardim. Ou : a gente vamos à rua. Puseram-me erros desses na frente tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros também os dizem na televisão. E também já não suporto respostas de cruzinhas, parece o totoloto. Embora às vezes até se acerte ao calhas. Livros não se lê nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens,ou pedaços de novelas. Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear. Nascemos curiosos e inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar tudo. As redacções também são sempre sobre temas chatos, com um certo formato e um número certo de palavras. Só agora é que estou a escrever o que me apetece, porque já sei que de qualquer maneira vou ter zero. E pronto, que se lixe, acabei a redacção - agora parece que se escreve redação.O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impôr a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, só porque é grande e nós somos pequenos. A culpa é toda nossa, diz o meu pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos altos. Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos burros.
E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me pe.rguntar: Ó João, onde está a tua gramática? Respondo: Está nula e subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito.
João Abelhudo, 8º ano, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática.»

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A meus Amigos... E a meus Amores

O que se encontra na Vida, pode ser efémero, ou pode ser permanente! - É uma questão da Mente.

O que se perde na Vida, perde-se para sempre! - É uma questão do Tempo.

O que fica da Vida, não pertence à Mente, nem ao Tempo! - Pertence só ao Coração tremente! - Só!, somente!!

Olímpio António Alegre Pinto
Sem Tempo

domingo, 3 de novembro de 2013

Amazing Talent - New York City Spray Paint Art

"Humanitatis"...

O que mais ofende, não é o insulto! - Mas a injustiça!
O que mais premeia, não é o elogio! - Mas o reconhecimento!
O que mais une, não é a religião! - Mas o ódio!
O que mais separa, não é a ideologia! - Mas a inveja!
O que mais atrai, não é a vitória! - Mas o combate!
O que mais magoa, não é a derrota! - Mas a deslealdade!
O que mais eleva, não é a fama! - Mas a sabedoria!
O que mais destrói, não é a guerra! - Mas a crueldade!
O que mais arrebata, não é a paixão! - Mas o Amor!

Só há três palavras Mágicas!
- A primeira é - Mãe!
- A terceira é - Porquê?

O.A.A.P.
Sem Tempo.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Escrito na Rocha

Mesmo que cada maré
Apague o que n'areia escrevi...

Sempre voltarei a fazê-lo!
Sempre cada vez mais fundo!

Um dia esculpirei palavras simples...
Na rocha mais dura e mais profunda!

Olímpio António Alegre Pinto
Sem Tempo

domingo, 1 de setembro de 2013

A criança, o animal, o homem, e a aprendizagem

Todas as atitudes naturais são boas! As que aprendemos, são falsas!

O.A.A.P.
Sem Tempo.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

BANDEIRA DA NAÇÃO PORTUGUESA

D. João II, "O Príncipe Perfeito", respondendo a uma velada ameaça dos Reis Católicos, disse ao Embaixador de Castela e Aragão : - "Pois transmita aos meus excelentíssimos parentes que, neste e Por este Reino, não sou só eu! E nem tenho primos, parentes ou cunhados! Sou eu e os meus Infantes nas Montanhas, os meus Cavaleiros nas Planícies, os meus Marinheiros no Mar!, e mais o Povo que cava a terra para todos sustentar, e, se for preciso, para guerrear!"
(Facto é que, nesse mesmo ano, 1485, mandou que se substituisse o até então usado Estandarte Real, pela Primeira BANDEIRA DA NAÇÃO! - pano branco, e, no centro, o Escudo Nacional, ao qual foram retiradas as flores de lis, e que ainda hoje se mantém, e muitíssimo bem!, no centro da Nossa Bandeira.)

Olímpio A. Alegre Pinto
2013