Ler é fazer amor com as palavras.
Rubem Alves
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Morte Devagar
Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere o "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!
Martha Medeiros
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere o "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!
Martha Medeiros
terça-feira, 6 de julho de 2010
Berço...
Criar turmas de nível
é educar para a hierarquia
do egoísmo.
Ricos mais ricos
pobres mais pobres
e a escola
o berço do Mundo.
Maria José Meireles
é educar para a hierarquia
do egoísmo.
Ricos mais ricos
pobres mais pobres
e a escola
o berço do Mundo.
Maria José Meireles
sábado, 3 de julho de 2010
Para Rubem Alves
Querido Rubem, ainda podemos sonhar juntos... mesmo que isso seja um grande desafio (nada a que eu não esteja já habituada).
sexta-feira, 2 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Carmindo Pereira Ramos
I
O poema é uma rosa
Que perfuma o coração
É uma pedra preciosa
Colhida com emoção
II
Para irmos muito longe
A voar pelo universo
Olhar estrelas, qual monge
E descrevê-las em verso
III
É sonhar a cada instante
E nas ondas viajar
Chegar à terra distante
Sobre o verde-azul do mar
IV
O poema é esperança
É carinho, é ternura
É sorriso de criança
É amor, é aventura.
V
É voz do trabalhador
D’amargura e do sofrer
Da sua luta e suor
P’ra poder sobreviver
VI
Com dignidade e valor
De cabeça bem erguida
E sem sombra de rancor
Fruir simplesmente a vida
VII
O poema é paixão
É tristeza, é alegria
É mistério, ilusão
É encanto, é magia
VIII
Mas é ainda a razão
É a luz clara do dia
É a noite, escuridão
É a paz, é harmonia.
FIM
Areias de São Vicente, 15 de Junho de 2010.
O poema é uma rosa
Que perfuma o coração
É uma pedra preciosa
Colhida com emoção
II
Para irmos muito longe
A voar pelo universo
Olhar estrelas, qual monge
E descrevê-las em verso
III
É sonhar a cada instante
E nas ondas viajar
Chegar à terra distante
Sobre o verde-azul do mar
IV
O poema é esperança
É carinho, é ternura
É sorriso de criança
É amor, é aventura.
V
É voz do trabalhador
D’amargura e do sofrer
Da sua luta e suor
P’ra poder sobreviver
VI
Com dignidade e valor
De cabeça bem erguida
E sem sombra de rancor
Fruir simplesmente a vida
VII
O poema é paixão
É tristeza, é alegria
É mistério, ilusão
É encanto, é magia
VIII
Mas é ainda a razão
É a luz clara do dia
É a noite, escuridão
É a paz, é harmonia.
FIM
Areias de São Vicente, 15 de Junho de 2010.
Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!
Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz-
Ter por vida a sepultura.
...
Grécia, Roma, Cristandade,
Europa - os quatro se vão
Para onde vai toda idade.
Quem vem viver a verdade
Que morreu D. Sebastião?
Fernando Pessoa
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!
Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz-
Ter por vida a sepultura.
...
Grécia, Roma, Cristandade,
Europa - os quatro se vão
Para onde vai toda idade.
Quem vem viver a verdade
Que morreu D. Sebastião?
Fernando Pessoa
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