segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

domingo, 6 de janeiro de 2019

Todo
o aparato
caiu por terra
numa única
gargalhada.
Vestiu
por dentro
o poema
e todos viram
a exuberância
do seu vasto mundo
interior.

Maria José Meireles

sábado, 5 de janeiro de 2019

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Presente...

Hoje
faltam-me palavras 
para te dizer 
a minha gratidão. 
Hoje 
quis escrever 
o mais belo poema 
para dizer 
que és a justiça,
a verdade 
e a beleza.

Maria José Meireles

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha, 
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade , "Receita de Ano Novo". Editora Record. 2008.

ANO VELHO/ANO NOVO

Ano Velho a terminar
Ano Novo a chegar
Dentro d'horas, sem favor!
Que nos traga esperança
Na economia abastança
Paz, harmonia e amor.

Neste ciclo anual
Que hoje tem o seu final
A sociedade lutou
Por melhores condições de vida
Mas nem sempre conseguida
Porque a justiça minguou.

Os nossos trabalhadores
Nesta luta sofredores
Encetaram seu percurso
Por uma via legal
Num objetivo final
A greve, como recurso.

Que todos os responsáveis
Sejam lestos, sejam hábeis
A sanar todo o mal
Corrigindo a justiça
Cambaleante, enfermiça
Qu'inda habita em Portugal.

Um próspero Ano NovoPara todo o nosso Povo
Prós meus amigos, também
Pleno de felicidades
Lindas e boas vontades
Que o bom senso contém.

Carmindo Ramos