terça-feira, 5 de janeiro de 2021
domingo, 3 de janeiro de 2021
No teu poema
No teu poema
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida
No teu poema existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E, aberta, uma varanda para o mundo.
Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da Senhora da Agonia
E o cansaço
Do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonos inquietos de quem falha.
José Luís Tinoco
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida
No teu poema existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E, aberta, uma varanda para o mundo.
Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da Senhora da Agonia
E o cansaço
Do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonos inquietos de quem falha.
No teu poema
Existe um cantochão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano
Existe um rio
O canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra
E um só destino a embarcar
No cais da nova nau das descobertas
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo o mais que ainda escapa
E um verso em branco à espera de futuro.
Existe um cantochão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano
Existe um rio
O canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra
E um só destino a embarcar
No cais da nova nau das descobertas
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo o mais que ainda escapa
E um verso em branco à espera de futuro.
José Luís Tinoco
Nota: Não consegui ainda esclarecer se é "Existe tudo o mais que ainda escapa" ou "Existe tudo o mais que ainda me escapa"...
Silêncio...
O silêncio
já fez
mossa
quando
não sabia
ler nas entrelinhas.
Maria José Meireles
Etiquetas:
2021,
Alice,
Rui Moura Baía
sábado, 2 de janeiro de 2021
Vil...
Dizes
que adoras
o santo
amor
da mãe
que é a morte
quando adoras
o divino
amor
da madrasta
que é a vida.
Maria José Meireles
sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
Fogo divino...
Deus
existe
nesta fogueira
que dança
incansavelmente
para regalo
dos meus olhos.
Maria José Meireles
ANO VELHO
Ano Velho, acabaste
Saudades não deixaste
Só tristeza e dor imensa
Foste tenebroso e fero
Patenteaste o medo
Quão vil a tua detença.
Vai para o inferno ardente
Que o Novo se apresente
Em tudo muito melhor
E acabe com a desgraça
Ou outro mal que embaraça
Traga SAÚDE E AMOR.
Que toda a população
Aceda à vacinação
Para ficar protegida
A nível de todo o mundo
Num sentimento profundo:
Ver a Covid vencida.
Carmindo Ramos
Saudades não deixaste
Só tristeza e dor imensa
Foste tenebroso e fero
Patenteaste o medo
Quão vil a tua detença.
Vai para o inferno ardente
Que o Novo se apresente
Em tudo muito melhor
E acabe com a desgraça
Ou outro mal que embaraça
Traga SAÚDE E AMOR.
Que toda a população
Aceda à vacinação
Para ficar protegida
A nível de todo o mundo
Num sentimento profundo:
Ver a Covid vencida.
Carmindo Ramos
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