terça-feira, 13 de julho de 2010

Improviso para eucaristia...

Quando cortares os pulsos
deixa as mãos de fora
para os cuidados paliativos
nunca prometas menos
do que o mistério da transubstanciação
o brinde a sangue fermentado
a palavra que transforma o poema
na última ceia
o pão ázimo de séculos
e o mel que ainda escorre do corpo
na humidade tardia da tela.

Ademar

Sem comentários:

Enviar um comentário