sábado, 26 de fevereiro de 2011

Existir...

Escolheste
o fundo
do meu coração
como morada eterna
e agora
que a tua boca
e as tuas mãos
se calaram
para sempre
dás-me pontapés
como um filho
no ventre
que me obriga
a escrever,
a falar
e a existir.

Maria José Meireles

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